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    Equipes da F1 apostam em Simuladores

    Rafa Matta
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    Equipes da F1 apostam em Simuladores Empty Equipes da F1 apostam em Simuladores

    Mensagem por Rafa Matta 31/07/09, 05:53 pm

    Allan Farina




    A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) alterou seu regulamento em 2009 para que a Fórmula 1 fique cada vez mais barata e democrática e, entre as medidas, está a proibição de testes com carros na pista durante a temporada. Fruto da crise financeira, o veto aos testes durante a temporada já causa um aumento no uso de simuladores, equipamentos que mimetizam as características de um carro em uma pista real.
    As escuderias utilizam várias formas de simuladores, daqueles que recriam as condições aerodinâmicas do carro aos que os pilotos usam para aprender uma pista. A Ferrari, por exemplo, está desenvolvendo um novo simulador virtual para seus pilotos com a empresa americana Moog.
    "Tem a tela que simula em três dimensões uma pista. Você usa o pedal, o volante, tem a força G. É como um videogame, mas muito melhor, claro", explica Antonio Pizzonia, ex-piloto de testes da Williams. "Em 2005, quando fui correr na China e no Japão, peguei muito no simulador para aprender a pista", lembra.
    "Ele funciona como referência. É o caso do Hamilton, que não conhecia muito bem as pistas em 2007, então usava um simulador para dar uma noção melhor", explica Luciano Burti, ex-piloto de testes da Ferrari. "Mas é sempre uma simulação, não é a mesma coisa", completa o comentarista da Rede Globo.
    Burti ressalta que o uso de simuladores apenas dá uma noção ao piloto e às equipes de como são as pistas, mas vê que isso é uma mudança necessária. "As equipes sempre vão achar maneiras para superar. Não é grave. Se for pensar no custo-benefício, aquilo que a gente fazia antes era um pouco de desperdício mesmo", diz.
    Mas até mesmo as simulações estão na mira da FIA. A entidade que rege a Fórmula 1 proibiu o uso de carros em escala superior a 60% do tamanho original do veículo no "túnel de vento", equipamento usado para medir como os carros se comportam aerodinamicamente, também com a intenção de reduzir gastos.
    Cada vez mais usados, esse tipo simulador ajuda a deixar o veículo mais preparado para quando finalmente chegar ao asfalto. É o que aponta José Avallone Neto, engenheiro da equipe de Stock Car Hot Wheels Racing e com passagem pela extinta Jordan. "Com esses aparatos, você consegue programar e prever muita coisa. Hoje na F1 você chega na pista praticamente sem alterar nada", explica Avallone, que trabalhou na Fórmula 1 pela equipe Jordan durante quatro anos.
    "Na pista algumas coisas podem mudar, mas o simulador lhe dá todas as respostas. No caso da Stock Car, não tenho isso, meu resultado é na pista", completa.Equipes da F1 apostam em Simuladores X Redação Terra

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